Ciência às Seis: Comunicar Ciência será uma perda de tempo?

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Ciência às Seis: Comunicar Ciência será uma perda de tempo?

“Comunicar Ciência será uma perda de tempo?” com Sara Amaral, investigadora do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra. Palestra inserida no ciclo de palestras “Ciência às Seis”, coordenado por António Piedade, a decorrer de Outubro de 2019 a Julho de 2020.

De entrada livre e destinada ao público em geral interessado em cultura científica.

RESUMO DA PALESTRA:
Existe uma enorme lacuna de comunicação entre as comunidades científicas e não-científicas, apesar dos reconhecidos impactos da ciência e tecnologia na sociedade, o que traz um profundo prejuízo ao pleno exercício da cidadania. O aumento do investimento e do impacto da investigação científica deve ser acompanhado por mecanismos eficazes de comunicação de ciência, nomeadamente na área biomédica. Contribuir para ultrapassar os problemas de comunicação de ciência é uma aposta essencial para uma sociedade mais esclarecida e democrática e para o progresso e sustentabilidade da investigação científica. No sentido de superar este hiato existente entre ciência e diferentes públicos, tendo em consideração a elevada importância do esclarecimento e sensibilização face às temáticas científicas, parece crucial o reforço das ligações entre a comunidade científica e a sociedade, e a promoção de uma comunicação mais transparente. Por esse motivo, nos dias de hoje, o tempo gasto a comunicar ciência deve ser tratado da mesma forma como o tempo dedicado a produzir ciência.

Um dos maiores desafios da investigação científica contemporânea é por esse motivo desenvolver formas inovadoras e eficazes de comunicar e envolver a sociedade na ciência. Os gabinetes de comunicação de ciência no seio das instituições científicas, locais onde é produzido conhecimento, representam importantes organismos neste desafio. Por um lado, são importantes na criação de plataformas eficientes de comunicação de ciência, através de projetos criativos, educativos e colaborativos. Por outro lado, são essenciais na mobilização dos investigadores. É fundamental inspirar os investigadores a terem um papel ativo na comunicação de ciência, dar-lhes ferramentas de comunicação e acima de tudo, mostrar à comunidade científica os benefícios pessoais, profissionais e institucionais que a comunicação de ciência pode trazer. Os gabinetes de comunicação também desempenham um papel importante estabelecimento de parcerias em projetos entre investigadores de diferentes áreas ou de colaborações com profissionais e instituições de outras áreas como jornalismo ou artes. Os projetos de comunicação de ciência (e de investigação científica) beneficiam fortemente deste tipo de parcerias que promovem a interseção de diferentes saberes.

Por estas razões, a aposta na investigação científica passa forçosamente pelo reforço e criatividade nas estratégias de comunicação: fomentar o debate público, discutir as implicações éticas da investigação e aumentar a literacia científica. A inserção da comunicação de ciência no plano estratégico das instituições representa um reconhecimento da importância dada a esta temática e assume um papel fulcral nas instituições científicas modernas.

novembro 19 2019

Detalhes

Data: novembro 19
Hora: 18:00 - 19:30
Custo: Livre
Evento Categorias:
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Organizador

Rómulo – Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra
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